quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Um dia

Um dia, do nada, seu príncipe da Disney (ou melhor, de Deus),
chegaria e a faria esquecer de todo tempo da espera,
como acontece na letra da música da Whitney Houston:

All The Man That I Need
Whitney Houston
 
"I used to cry myself to sleep at night, but that was all before he came
I thought love had to hurt to turn out right but now he's here
It's not the same, it's not the same

He fills me up, he gives me love, more love than I've ever seen
He's all I've got, he's all I've got in this world
But he's all the man that I need

And in the morning when I kiss his eyes he takes me down and rocks me slow
And in the evening when the moon is high, he holds me close and won't let go."

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

De volta

Trazendo de volta a música, a esperança e a poesia para sua vida.

Esperança de em breve trazer de volta também as saias rodadas, a unha colorida, o anjo do amor, e a purpurina nos óculos embaçados.

Vida que recomeça, que reforma, que customiza e descabela.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Músicos poetas

Inspirada pela canção que tocava no
radinho do motorista do ônibus nessa
manhã nublada de quinta:

"Mas convenhamos a vida nos faz tão pequenos
Nos preparamos pra muito e choramos por menos."

 (João Mineiro e Marciano)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Palavras vãs vão ao vento

CHEGA DE PALAVRAS VÃS
Autor desconhecido


"É palavra responder "obrigado", se não estou realmente agradecido.

É palavra cumprimentar com um "BOM dia", sem que o desejo me habite.

É palavra pedir "desculpe" ao outro, se não acha que a culpa foi minha.


É palavra saudar um amigo com um "bom te ver", se não sinto a sua falta.


É palavra garantir apoio a alguém com um "conte comigo", se não estou interessado em ajudar.


É palavra proclamar que "precisamos nos encontrar", se não indico onde e quando o reencontro pode se dar.

É palavra prometer que "Estou orando por você", se não estou.


É palavra cantar "Amém", se não presto atenção à oração que o outro fez.


É palavra repetir "Deus te abençoe", se eu mesmo não estou abençoando.


É palavra orar "Se Deus quiser", se toco as coisas da vida do meu jeito, independentemente."

quinta-feira, 30 de abril de 2015

3 de Maio antigamente

Quando eu era nova e fazia aniversário, o dia tinha um cheiro diferente. A tarde no Eldorado tinha um cheiro especial. Uma coisa gostosa, esquisita, que eu só sentia no dia 3 de maio. Mágico. Mamãe passava o dia todo na cozinha de avental, preparando bolos infinitos (de cenoura, de Fanta, bolo de chocolate, bolo salgado de atum, bolo salgado de sardinha, bolo salgado de legumes, o bolo gigante de aniversário), salgado, salgados, doces - olho de sogra, brigadeiro (outra lenda), cajuzinho, etc, empadinhas, pasteizinhos, pates... bolos. Bolos... bolos... o lendário bolo da Marilene - aposto que 85% das pessoas só ia nas minhas festas por causa do bolo da mamãe. E o resto por causa da empadinha.

Por volta das 7 da noite a casa se enchia - e a mamãe só saía da cozinha com a vela para os parabéns. E a sala, os quartos, o corredor e a cozinha ovais (do tamanho de um ovo) se enchiam de parentes, algumas vezes vizinhos, mas sempre parentes: primas, primos, tios, tias, vovó. E o chão se enchia de doces pisados, refri derramado, e outras coisas que caiam ou derramavam. E a cama se enchia de presentes: LPs da Xuxa, relógios da Xuxa, canetinhas, perfumes, livros, bonecas, pelúcias. E a casa se enchia de barulho. E o telefone tocava e era pra mim e era alguma tia que não pode vir desejando muitas felicidades e um "bom marido" mas eu não conseguia ouvir direito por causa do barulho e repetia "brigada, brigada, amém." E na hora dos parabéns eu me posicionava na frente do bolo no dilema "de quem é o primeiro pedaço?" e "com quem será que eu vou casar?" "eu vou casar?" E o dia acabava com a casa uma ... (que adjetivo se usa para apartamento depois de festa?) e mamãe prometendo que ano que vem não tem, mas sempre tinha.


Até que eu fiquei velha.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Birthday wishes

 
Felicidade. Paz. Amor. Alegria. Felicidade. Sucesso. Bençãos. Tudo de bom. Prosperidade. Felicidades. Descobertas.  Felicidades.

Vamos lá, desejos de aniversário! 
Comecem a se tornar reais!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Saí do Facebook

Saí do Facebook. Fui poupada de muitos comentários de vitórias do Galo e derrotas do Cruzeiro. Isso me poupou de ler comentários revolucionários e repetitivos e políticos. Fui poupada de ler as reclamações dos outros, as indiretas diretas, e de ser adicionada como amiga virtual de quem me ignora na vida real. 

Perdi muita coisa também. As fotos da viagem da amiga, as notícias da chegada do nascimento dos bebês, as fotos cronológicas dos bebês que cresciam. Não pude curtir nem comentar as fotos dos outros. Muito menos as fotos dos outros nas quais eu aparecia. Os alunos que tive esse ano não me acharam no Facebook. Nem as novas amizades que fiz. Não tive crises depressivas por me achar pior que as pessoas que exibiam suas fotos de viagens pela Ásia, nem das que exibiam suas fotos perfeitas de casamento. Não ganhei dezenas de mensagens com a palavra “paaaraben\zzz” em Maio, mas também me forcei a ligar e a visitar as pessoas nos seus aniversários ao invés de copiar e colar uma mensagem de parabéns. Nem fui convidada para eventos que começam as 11h da noite e só terminam quando a cerveja acaba. 


O ruim é que perdi o contato com algumas pessoas. 

O bom é que perdi o contato com algumas outras pessoas. 
E apesar de tudo que perdi, acho que valeu a pena cuidar da minha vida real ao invés de cultivar uma vida virtual, irreal no fêice.