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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Eleições 2018

A cada 2 anos, desde quando eu tinha 17 anos e comecei a votar, percebo o movimento que o meu país passa entre meados de Agosto até Outubro. São as propagandas eleitorais. É um ciclo, uma rotina, que envolve debates entre os candidatos, debates nas redes sociais, amizades se desfazendo, alianças políticas se estabelecendo, infinitos papéis com fotos de candidatos e promessas de um mundo melhor. No dia da eleição, após a igreja, visitar a escola onde estudei tantos anos, rever prédios e escadas familiares, votar, e depois acompanhar no dia  seguinte os resultados dos votos do povo, meu e do meu povo. Viva a democracia democrática.  

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Inverno Primavera

Contagem regressiva para o fim desse inverno, que ela se recusou a rimar com inferno. Foi bom, teve ruim, mas já houve inverno pior. Então ela era grata pela sobrevivência feliz. 

Risadas de crianças, abraços no joelho, mensagens inesperadas, bom encontro, esperança reavivada, expressões de gratidão, um doce aqui e acolá, faziam seus dias de inverno mais leves, e ela só podia ser grata. 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Namoro e o Aurélio

Resultado de imagem para rosinha chicoSempre entendi a palavra “namorar” como um estado civil, assim, como o eterno “solteira”, o amedrontador “viúva”, o tão desejado “casada”, e os que nunca consegui diferenciar: “divorciada” e “separada”. Porém algumas vezes ouvi pessoas usando a palavra “namorar” como um verbo. Ele gosta de namorar. Ela saiu pra namorar. Sair pra namorar? Como assim? O que é namorar? Perguntei ao meu amigo Aurélio - que um dia as traças hão de comer - e ele me contou: Namoro: “Ato de namorar”. Namorar: “Procurar inspirar amor a, andar de namoro com alguém, enamorar-se.” Enamorar: “Inspirar amor em. Deixar-se possuir de amor, apaixonar-se.” Suspeito que ele tinha tendências machistas quando foi escrito na década de 80! Ele definia namorada como “a mulher a quem se namora”, mas namorado é “aquele que é requestado, galanteado”. Namorador é “aquele que namora muito” mas namoradeira: “diz-se de mulher que gosta de namorar e/ou tem muitos namorados”. Muitos namorados? Um só já é difícil conseguir! Mais de duas décadas depois, numa nova edição do dicionário de 2008, revisado conforme o Acordo Ortográfico, a palavra enamorar continua “inspirar amor em” e “apaixonar-se”. Porém a definição “deixar-se possuir de amor” não estava mais lá – só faltou colocar arcaísmo – nunca vi ninguém falando “ela está enamorando-se pelo mancebo”. Incluíram na definição do verbo ficar o seguinte: “Trocar carinhos sem compromisso de namoro.” Misericórdia, o mundo está virado mesmo, agora tem até “ficar” no Aurélio – mas não perdeu o charme Aureliano “trocar carinhos”, super poético, tipo Vinicius de Moraes. Mas tem mais novidades na nova edição: Namoro não é só “ato de namorar”, mas é também “relação de interesse amoroso recíproco”. RECIPROCO!!!  Incluíram também a palavra namoricar que é “namorar por pouco tempo, ou levianamente”. Namorar continua “Procurar inspirar amor a, andar de namoro com alguém, enamorar- se”. Mas acrescentaram: “manter relação de namoro com, desejar muito, cobiçar, cortejar, requestar, andar de namoro com alguém”. A voz feminista falou mais alto e igualaram os gêneros: Namorada é “aquela a quem se namora”, namorado é “aquele a quem se namora”. Namorador é “ aquele que namora muito”. Namoradeira “aquela que namora muito.” Agora eu entendo de namoro. Pelo menos lexicamente falando.

domingo, 13 de maio de 2018

Aquele bolo que ela faz... Podem trazer os mesmos ingredientes, seguir a receita dela... As mãos da minha mãe sao diferentes.


Parafraseando Drummond:

"Suas mãos
Aquele doce que ela faz
quem mais saberia fazê-lo?
Tentam. Insistem, caprichando.
Mandam vir o leite mais nobre.
Ovos de qualidade são os mesmos,
manteiga, a mesma,
iguais açúcar e canela.
E tudo igual. As mãos (as mães?)
são diferentes."

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O pastor de jovens

Ao longo da minha vida cristã, fui presenteada com três pastores de jovens que me
marcaram. Aos 15, pastor Moisés Coppe na Metodista. Aos 25, pastor Carlos Adrian na
Batista. Aos 30, pastor Rafael Rodrigues na Universal. Com seu linguajar jovem, seus
ensinamentos práticos, eles me mostraram que seguir o caminho estreito de Cristo era a
melhor alternativa pra minha juventude. Todos eles usavam óculos, tinham esposas belas
que se tornaram minhas amigas, e pra todos eles eu tive que dizer “adeus”, ou “até
logo”, ou “te vejo no céu”. 

Chegou a hora de dizer “tchau” para o pastor Rafael. O pastor de jovens paraibano “gordinho de óculos” que não era mais gordinho depois da bariátrica, e que me ensinou a fé racional da Igreja Universal. Ele foi o primeiro pastor daquela igreja a saber meu nome de cor, a saber minha história, e a valorizar meus talentos, me encorajando a dar aulas de Inglês, a participar do coral, a tocar violão, a
receber bem as almas que eram trazidas para nosso aprisco. Quando conheci sua esposa Zaquele me surpreendi em como uma moça podia ser tão linda, e tão doce, e tão firme e guerreira, tudo ao mesmo tempo. Ver o pastor andando sério pelos corredores, nos fazendo rachar de rir nos encontros da FJU, nos desafiando a ir além, tudo isso se tornou rotina pra mim. Mas sabia que chegaria o dia de dizer tchau. E chegou. Mas “não aprendi dizer adeus, nem sei se vou me acostumar”, como cantavam Leandro e Leonardo. Surpreendi-me com as lágrimas teimosas, afinal, depois de tanto tempo de Universal, já devia ter me acostumado com a itinerância de pastores. E afinal, ele nem sempre foi tão
fofo quanto soa. Houve dias em que ele era “João Batista no deserto” pregando “arrependei-vos, raça de víboras medíocres”, dias em que ele lutava contra o inferno por mim nas reuniões de libertação sexta de manhã, na FJU pregando disciplina, obediência e compromisso, como minha mãe, com um perfeccionismo que me fazia torcer o nariz por eu ser ainda uma menina meio teimosa, meio rebelde e meio avacalhada. Me assustava com seus gritos nos dias de twitaço e nos clássicos de Cruzeiro e Galo, e com sua frieza racional, quando não me deu parabéns no meu aniversário de 32. Porém, me surpreendia com sua generosidade ao pagar chup-chup pra todo mundo na quadra da praça da Glória, ao trazer pra nosso espaço a mesa de ping pong, tornando
pública a senha do wifi, o Uno e a dama, e acima de tudo o Totó. 

O mundo parou no dia em que o totó chegou no espaço FJU. Nem nos meus sonhos mais criativos eu teria uma mesa de totó tão linda, tão perto de mim. Joguei muito, lutei por um lugar à mesa de totó com meninos agressivos por futebol, joguei com as esposas donas de pastores que não estão mais por aqui. Até que o dia em que a mesa, levemente destruída por mãos ingratas teve que ir embora também. Até o dia, em que o pastor teve que ir embora também, levar junto Theo o cachorro fofo, e Dona Zaquele, a esposa linda que me ouvia e me compreendia e me encorajava. Ficam as boas lembranças, a recompensa de ver jovens firmes aqui, os ensinamentos, os frutos, e o galardão que ele só receberá no céu, quando Jesus voltar. Fica a gratidão de quem foi ovelha bem cuidada e bem pastoreada pelo pastor que sabia meu nome, minha história, minhas falhas e meus talentos. E
acreditou em mim apesar de tudo.

A praça. A Liberdade.

Voltar àquele lugar trazia luz e alegria pra sua alma. Sentia pulsar de novo a inspiração de poeta, e fotógrafa, e de moça vivente. Savassi, mais precisamente, Praça da Liberdade, traziam pra ela toda sua essência de mineira, de escritora, e sempre inspiravam as melhores fotografias, e as melhores crônicas. Aqueles jardins traziam de volta  a crença no amor e a vontade de amar e beijar seu príncipe loucamente debaixo daquelas palmeiras. Suspirava e se pedia sempre ter oportunidade de voltar ali, que, junto com a UFMG, e a Pampulha, figuravam entre seus lugares favoritos de BH, da vida. Queria ir de novo a NYC, Cabo Frio, e Londres, e Búzios, e Canadá, e Aracaju, e Portugal, mas queria sempre voltar pra Minas, pra BH, sua terra natal, sua raiz familiar. 

Acredito



_ Teacher, você canta bem! 

Se minha aluninha acredita nisso eu deveria acreditar também.

Trilah sonora


Ensinando para sua mãe o poder da música 
para trazer ânimo para as tarefas 
chatas do dia-a- dia.

Conversando na chuva


_Tá chovendo! 
_ Glória a Deus! 
_E quem manda a chuva? 
_O Deus!

segunda-feira, 12 de março de 2018

12 de Março: Dia dos Bibliotecários

Nunca desista das coisas que te fazem sorrir, dizia a imagem da foto que tirara com seu pai e os livros do Container das Letras. Livros e seu pai a faziam sorrir e faziam sua vida brilhar de novo.

E naquele dia se lembrava em especial do Dia da Bibliotecária, e de todas as bibliotecárias e bibliotecários que passaram por sua vida ao longo de sua vida de leitora frequentadora assídua de bibliotecas. Eles a ajudavam nos labirintos de livros que a encantavam, eles abriam as portas da esperança quando liberavam o empréstimo de um livro que seria seu por 2 semanas, e eles habitavam o espaço mágico da biblioteca. Bibliotecas a encantavam e nesse 12 de Março ela era grata por todos os bibliotecários e bibliotecárias que passaram por sua vida.

Vida longa às bibliotecas, vida longa aos bibliotecários!